
Aproxima-se o dia 25 de Junho, dia da Revolução moçambicana, data em que foi feita a declaração da independência nacional, o marco da libertação da terra e dos homens.
Porém, volvidos 47 anos da independência, o Homem ainda não é livre.
Os fundamentos que sustentam a educação, focada no ensino de conhecimentos e habilidades, na obediência e padronização do modo de pensar, comunicar e agir, são a causa da falta de liberdade do Homem.
Em consequência disso, o Homem vive preso dentro das suas próprias jaulas, que ninguém mais pode abri-las, se não ele mesmo.
Então, como é que o Homem pode libertar-se das suas jaulas?
Se você quer saber como o Homem pode libertar-se e, ainda, aprender e dominar imediatamente a estratégia e ferramentas recomendadas continue a ler este artigo.
Liberdade
Neste momento, você pode estar a perguntar-se: “o que é liberdade?”
Considere a liberdade em dois planos, assim será fácil perceber. Então, ter liberdade e ser livre. Ter liberdade é objectivamente, dispor da liberdade de agir, actuar no mundo exterior, desencadear actos visíveis para o observador.
Agora, ser livre é algo subjectivo, corresponde à consciência, à vontade, é a parte interior, que lhe diz que é livre e consequentemente responsável pelas suas escolhas.
Faz sentido para si? Ora bem, por liberdade entende-se, então, ter tudo. Ser livre é ter consciência, vontade, autonomia e responsabilidade de escolher, assim como, ter o poder de agir, dentro dos limites legais e morais.
Você concordará comigo no seguinte: a declaração da independência significou o início de uma nova realidade para o país. Moçambique libertou-se dos colonizadores, criou uma nova constituição e outras leis, obteve a liberdade. Mas, mesmo assim, o Homem ainda não é livre dos seus hábitos de pensar, comunicar e agir.
Preste bem a atenção nisto, você pode mudar as leis, normas, regras, discursos, etc. (a parte exterior) e dizer que tem ou está a exercer a sua liberdade. Mas, isto não é ser livre. Ser livre implica transformar a mentalidade e não é fácil. É mais fácil mudar as leis do que transformar as mentalidades.
Agora que você chegou até aqui pode se considerar afortunado porque vou partilhar consigo a estratégia e ferramenta de transformação da mentalidade, que pode aplicar imediatamente para ser livre.
Estratégias de libertação
Não se pode falar de liberdade sem falar-se de como ou da estratégia de exercer ou gozar da mesma. A estratégia que hoje evidencia-se mais eficaz e eficiente é o coaching. E por quê? Porque abrange o plano exterior e o interior.
O coaching é um processo de desenvolvimento humano, conduzido através de perguntas poderosas, que induzem a reflexão, geram a tomada de consciência, permitem assumir responsabilidade, tomar decisões e agir para alcançar resultados.
Um dos resultados imediatos do processo de coaching é tornar autoconsciente, isto é, livre, a quem dele se beneficia. Nessa condição, a pessoa goza da sua liberdade, então, actua de forma eficiente e alcança resultados extraordinários.
A grande procura pelo processo de coaching resulta da eficiência que as suas ferramentas apresentam, quando aplicadas nas pessoas singulares, equipas e organizações.
A principal ferramenta do coaching é a pergunta poderosa ou instigadora. A função da pergunta poderosa é permitir, à pessoa a quem ela é dirigida, tomar consciência, assumir responsabilidade e agir.
Agora preste atenção nas suas conversas e nos discursos que ouve. Abundam perguntas fracas, não poderosas, do tipo: você não quer trabalhar comigo? Porque você não atinge as suas metas?
As perguntas que iniciam pela negação ou que requerem justificações, não são poderosas.
Uma pergunta poderosa é uma pergunta aberta, que faz reflectir. Por exemplo, você pode formular as perguntas anteriores da seguinte maneira: Você quer trabalhar comigo? O que lhe impede de atingir as suas metas?
Quando alguém ouve outra pessoa a perguntar-lhe se quer trabalhar com ela, mesmo que não tenha pensado antes, questiona-se positivamente se é isso que quer, toma consciência e decide. O mesmo sucede em relação às suas limitações.
Quando uma pessoa começa a questionar-se positivamente sobre o que quer ou o que lhe impede de agir, ela activa os seus pensamentos positivos, estes geram emoções, estas influenciam os seus comportamentos, que por sua vez, produzem resultados extraordinários.
Uma pergunta poderosa tem a seguinte estrutura: O + QUE + VOCÊ + QUER?
Eis a primeira ferramenta. Treine, treine muito e os resultados falarão por si.
Agora que você domina a pergunta poderosa, que tal experimentar outra ferramenta que facilita as mudanças permanentes?
Uma âncora é um estímulo sensorial (exterior) – visual, auditivo, olfativo e cinestésico – conectado a um estado emocional (interno), vinculado a um significado subjacente no nosso sistema neurológico.
Toda pessoa tem âncoras inconscientemente instaladas e pode instalar ou desinstalar conscientemente as âncoras. Por exemplo, quando você vê uma imagem da sua primeira escola, do país onde viveu por algum tempo, essa imagem provoca-lhe recordações agradáveis ou desagradáveis. Essa é uma âncora visual. Talvez, toda vez que toca uma música dos tempos em que ia à boate, festas ou espetáculos, mexe o pé e por quê? Porque tem instalado uma âncora auditiva. Imagine que você passa pela casa do vizinho e sente o aroma de um caril e logo pensa na comida da avó, mamã ou esposa. Isso é âncora. Há dias estava numa cerimónia, o dia era frio e serviram-nos chá. De repente, alguém pegou na chávena e disse: isto só me lembra do púcaro do internato. Esta é uma âncora cinestésica (tacto).
Instale a sua Âncora
- Local: procure um lugar calmo e reservado.
- Identifique o objectivo: o que quer conseguir com essa âncora?
- Define o gatilho (o estímulo sensorial - externo): agora basta escolher o estímulo sensorial que irá usar para aceder ao seu estado emocional. Para iniciar, recomendo-lhe que use o cinestésico (toque), por exemplo: fecha os punhos, toca a ponta dos dedos, toca o pulso, etc. Faça um gesto que não faz habitualmente.
- Define o estado emocional (interno): depois de definir o estado interno, por exemplo, calma, alegria, motivação, etc.
- Feche os olhos se preferir, comece a imaginar-se a conseguir sentir essa emoção, aumente a intensidade do que sente, aumente mais.
- Quando sentir que está próximo de atingir o ponto máximo, então, instale a sua âncora, por exemplo: aperte os punhos, se essa for a sua âncora, até atingir o topo das sensações.
Quebra o estado: Quando perceber que já instalou a âncora, faça um gesto, distraia-se, diga algo que lhe faça sair do estado de ancoragem, isto é, pare o processo.



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